Existem conversas que acontecem sem que uma única palavra seja dita. Foi assim com a gente. No meio do barulho do mundo, nossos olhos se encontraram e criaram um universo só nosso. Naquele instante, o tempo parou de contar as horas e passou a contar as batidas do coração.
Eu li em você um abismo de familiaridade.
Foi um olhar que atravessou as minhas defesas e chegou onde ninguém mais tinha permissão para entrar. Ali, eu entendi que o amor de alma não se explica pela lógica, se sente pelo reconhecimento. É a paz de encontrar alguém que parece falar o mesmo idioma que o seu silêncio. No fim das contas, a gente não escolhe quem ama; a alma apenas reconhece quem ela sempre soube que pertenceria a nós.
- Rita Lourenço
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